quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MBA ou pós-graduação?

Por Viviane Macedo:

Há alguns anos, ter um diploma universitário era garantia de emprego. Hoje, essa realidade mudou e o que era diferencial tornou-se apenas mais um requisito para a recolocação. Não é difícil entender o motivo - com a vasta oferta de profissionais, as empresas têm a possibilidade de escolher o que melhor atende às suas necessidades. Daí a importância de estar sempre atrativo ao mercado.

O primeiro passo para isso é, sem dúvidas, a graduação, afinal é ela quem dá ao profissional o direito de fazer uma especialização e construir um currículo diferenciado. Mas é depois de formado que surgem muitas dúvidas sobre o que fazer. Pós-graduação? MBA? Como continuar os estudos?

Antes de dar mais esse importante passo na carreira, é preciso saber qual é a proposta de cada um para, aí sim, fazer a melhor escolha. A Pós-graduação Lato Sensu - muito conhecida como curso de especialização - é ideal para jovens profissionais, recém-saídos da universidade. "A escolha deve ser muito bem analisada antes da decisão, porque vai depender do foco e das características do profissional. A pós-graduação é destinada para jovens recém-formados ou para profissionais que queiram a especialização em alguma área. Não requer anos e mais anos de experiência", explica a coordenadora dos programas de pós-graduação da Fundação Dom Cabral, Silene Magalhães.

Bastante diferente, o MBA, também denominado Lato Sensu, é destinado para profissionais experientes, com mais tempo e vivência de mercado. "O MBA é um curso generalista, para um profissional que já domina, pelo menos, uma área da empresa. Ele tem a proposta de mostrar a organização e o mercado de uma forma mais abrangente. O ideal é ter, no mínimo, três anos de experiência em cargos de gestão para ingressar num curso como esse", afirma o presidente da Brazilian Business School, John Schulz.


MBA que não é MBA
Segundo Silene, a sigla MBA (Master in Busines Administration) vem sendo muito banalizada no Brasil. Cursos oferecidos com essa nomenclatura, muitas vezes, são o mesmo que uma pós-graduação. É importante ficar atento. "É uma irresponsabilidade muito grande utilizar um nome e, na prática, ser outra coisa. É aconselhável verificar toda a grade do curso antes de se matricular - as empresas já vêm fazendo essa análise durante os processos seletivos", garante. Ela explica que o MBA abrange diversas matérias que mostram um contexto geral de uma organização e mercado, e não apenas com matérias específicas de uma área somente.

Schulz acredita que isso se dê, sim, por um erro do mercado, mas se fosse melhor regulamentado, tais distorções não aconteceriam com tanta frequência. "O mercado erra em colocar o nome num curso que não é, de fato, um MBA. Mas, acredito que com maior fiscalização e normas mais claras do MEC isso aconteceria menos".


Da graduação direto para a pós?
Alguns dizem que sim, outros que não. Schulz aconselha a procura por um curso de especialização assim que estiver com o superior completo. "É aconselhável, assim que terminar a graduação, entrar numa pós, isso com certeza acelera a carreira profissional", opina.

Para Silene, emendar um curso de especialização ao curso superior não é uma boa ideia. Ela aconselha um planejamento mais calmo. "Sair direto da universidade para a pós-graduação pode ser prematuro. É importante ter clareza no que quer investir - e não é só um investimento financeiro, mas também de tempo. Fazer apenas para ter o título não é bom, por isso a escolha tem de ser tomada com calma. Eu recomendo esperar um a dois anos para realmente aproveitar todo o conteúdo da pós-graduação", finaliza.

Fonte:

quinta-feira, 25 de março de 2010

A força da influência social pode ser uma poderosa estratégia de marketing

A força da influência social a que todos estamos sujeitos, se aplicada com ética, pode ser uma poderosa estratégia de marketing, capaz de facilitar negócios e alavancar as vendas.

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Você já reparou em como lojas vazias tendem a permanecer vazias e lojas cheias tendem a encher ainda mais? Já percebeu que o salão de beleza mais disputado é justamente o que já tem a agenda lotada e filas de espera de semanas, até meses?

Por que milhares de pessoas desejam o celular da moda ou o mais novo notebook de determinada marca? Por causa da qualidade do produto você pode pensar, mas supondo que haja uma disputa entre dois itens de qualidade indiscutível, porque um é objeto do desejo e outro não tanto?

Há com certeza algumas forças capazes de direcionar o desejo de alguns grupos de pessoas e é função do marketing estudar ou bolar estratégias a fim de atingir este objetivo. Este artigo vem evidenciar uma dessas forças básicas do comportamento humano. A influência social.

Não há dúvidas que o comportamento de outras pessoas seja uma poderosa fonte de influência social para um indivíduo. Também é fato científico que a pessoa influenciada por um grupo social, não tem consciência disso e é capaz de negar veementemente.

Talvez, os empreendedores donos de pequenas empresas ainda não tenham percebido o valor da influência social como estratégia de marketing pelo fato de ser difícil identificar os elementos que afetam o comportamento.

Com isso seus empreendimentos acabam sofrendo com:

  • Promoções e eventos fracos;
  • Desaparecimento dos clientes;
  • Produtos encalhados e sem valor percebido;
  • Dificuldades para abordar clientes e vender mais;
  • Retroalimentação da concorrência.

Este último é o mais prejudicial, já que se os clientes não estão com você, então estão com a concorrência, ou seja, de certa forma você está ajudando o concorrente a reforçar sua influência social. Se muitos clientes estão indo para concorrência, outros mais ainda se juntarão a ele.

Descobrindo o valor da influência social

As pessoas decidem se algo é bom ou não em determinado momento, observando o que os outros em sua volta estão fazendo. O princípio da prova social pode ser aplicado como estratégia de marketing para influenciar alguém a agir de determinada maneira mostrando-lhe que outros estão fazendo o mesmo.

A prova social é reforçada sob duas condições.

  • A primeira é a ambiguidade. Se as pessoas têm dúvidas ou estão incertas sobre alguma coisa, elas são mais propensas a olhar para os outros para obter alguma orientação.
  • A segunda é a semelhança. As pessoas tendem a acompanhar os outros que são semelhantes, por exemplo, que tenham o mesmo objetivo, mesma faixa etária, estejam no mesmo local, etc…
Influência social como estratégia de marketing

Um exemplo comum da influência social é a risada adicionada em programas TV. Estúdios adicionam riso falso em comédias porque sabem que o público acha a cena mais engraçada do que realmente é.

Durante uma experiência o cientista e pesquisador Stanley Milgram, parou em uma rua movimentada e ficou um minuto olhando o céu. Muitos transeuntes simplesmente desviaram do homem, sem dar ao menos uma olhadinha para checar o que ele via. No entanto, quando o pesquisador adicionou mais quatro homens ao grupo de observadores da imensidão, o número de pessoas que se juntou a eles quadruplicou.

Com base em pesquisas desse tipo, alguns supermercados e atacadistas colocam em seus jornais periódicos o depoimento de alguns clientes satisfeitos para que outros se identifiquem com eles.

Assim conseguem que alguns assumam a seguinte linha de raciocínio:

Se outros iguais a mim obtiveram bons resultados com este fornecedor, então muito provavelmente deve dar certo comigo também”.

Outro exemplo clássico do uso da influência social como estratégia de marketing é a lista dos livros mais vendidos do mês e a pilha dos Best Sellers que toda livraria tem.

Com isso elas podem se dar ao luxo de não segmentar os livros por gênero ou gastar com outras formas de propaganda. Estes livros vendem 40% mais, simplesmente por serem percebidos como os mais lidos.

*Fonte: http://www.doceshop.com.br/

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O que diferencia líderes autoritários de exigentes

Essea noticia foi postada no potal Administradores por Luana Cristina de Lima Magalhães, que fala a respeito dos líderes autoritários e líderes exigentes.

O que me chamou a atenção, e achei interessante postar aqui, foi as principais atitudes desses dois perfis de liderança:

Líder autoritário :

Uma das características marcantes do líder autoritário é que ele desenvolve uma gestão por meio da opressão e do medo. "Geralmente, esse líder mostra o erro de um profissional, mas não revela como consertá-lo".Os impactos para a empresa que conta com a gestão de um líder autoritário, segundo Felipe Jr., são clima organizacional negativo, no qual as pessoas não têm motivação para trabalhar, e altos índices de turnover (rotatividade).Entretanto, o consultor destaca que, em alguns casos, uma liderança autoritária momentânea pode ser válida. "Em uma reunião de fusão, quando o líder quer impor os valores da empresa para os novos funcionários, ele terá uma posição autoritária. Além disso, nos casos em que o líder tem uma equipe sem estrutura, na qual os funcionários não obedecem as regras e são acomodados, a liderença autoritária é válida.


Líder exigente :

Já uma particularidade do gestor exigente, segundo Felipe Jr., é o rigor com os seus princípios. Assim, essa pessoa procura sempre dar o exemplo para que a equipe o siga. "Esse gestor é aberto ao diálogo, desde que as pessoas tenham argumentos mais fortes que o dele. Além disso, esse líder está sempre presente na equipe auxiliando e, quando preciso, colocando a mão na massa".O consultor ressalta ainda que esse líder pode trazer benefícios para a equipe, se for bem interpretado. "Se a equipe souber aproveitar a presença desse líder, ela irá crescer profissionalmente, já que esse perfil de gestor ajuda os seus profissionais a desenvolverem seus pontos fracos".

>> Arlindo Felipe Jr. - consultor de RH (Recursos Humanos) e diretor executivo do Grupo Soma.

Para ver a noticia na integra acesse:
O que diferencia líderes autoritários de exigentes